sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

A pergunta para a qual a resposta é 42

Os números 6 e 7 sempre estiveram ligados aos conceitos de mal e bem. 666 é o número da besta, 777 representa a perfeição de Deus. A evolução e o universo como um todo só é possível pelo contraste entre mal e bem. Portanto a operação de multiplicação dos conceitos de bem e mal pode ser representada pela operação 6 X 7 que é igual a 42 que é portanto a resposta para a questão última para a vida, o universo e tudo o mais. Então, a pergunta para a qual a resposta é 42, só pode ser: Qual o resultado da criação do universo ? a resposta é portando 42 que é a representação da operação de multiplicação entre o bem e o mal.

E eu consegui processar essa em bem menos do que os 10.000.000 anos que aquela calculadora gigante ia demorar.

Mais alguma pergunta ? :D

P.S.: Pra quem não souber do que eu estou falando, assista “Guia do mochileiro das galáxias”


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Amarras

As empresas precisam de valores mais humanos. De menos necessidade de controle e mais humanização das relações trabalhistas. Entender que essa história de “eu mando e vocês obedecem” é coisa do séc XIX. Nada funciona menos no séc XXI.
Quem já assistiu essa palestra aqui:

www.youtube.com/watch?v=rrkrvAUbU9Y

sobre uma pesquisa motivacional feita por algumas das melhores universidades do mundo vê claramente qual é o problema. E o problema é a visão atrasada de enxergar o ser humano como “recursos”. Eu mesmo não sou recurso. Não gosto nem um pouco de ser visto como “recurso”.
Se alguém se refere a mim ou a quem quer que seja como “recurso” é porque ainda não enxerga que que estamos todos nesse barco chamado planeta Terra juntos e somos iguais. E apesar de se haver criado neste mundo fantasias colossais que fazem algumas pessoas se acharem melhores ou mais merecedoras que outras, isso continua sendo só uma fantasia século após século. Quem está nos lugares hierarquicamente mais altos não tem nenhum tipo de “merecimento especial”. Está apenas no lugar de fazer um trabalho como todos nós.
Enquanto a igualdade do valor intrínseco de cada ser humano não chegar profundamente ao entendimento de todos, só haverá mais e mais conflitos e problemas.
Seres humanos não podem ser controlados. Isso é e sempre foi impossível. Seres humanos são livres por natureza. Se estão se submetendo a um controle é porque estão sendo dominados pela necessidade.
Portanto a atitude das diretorias de empresas não tem que ser colocar as métricas como grande prioridade. Tem que ser ACABAR com as métricas, ACABAR com os controles, com os “relatórios de produtividade” e com tudo que “meça” seres humanos. Ninguém gosta de ser medido.
Vamos nos lembrar daquela cena do filme “Sociedade dos poetas mortos”: Rasguem a página do livro que diz que a poesia pode ser medida. Poesia não pode ser medida. Seres humanos também não.
Repito: Seres humanos não podem ser medidos. Não importa o que façam. Isso é nada mais nada menos que a realidade da existência enquanto ser humano.
Qualquer outra coisa é só uma fantasia que nunca durará pra sempre. As métricas que existem são TODAS absolutamente falsas e fadadas a terem tantas exceções quantos seres humanos houver. São feitas para enganar uma diretoria que quer ser enganada.
Qual o projeto que estimou com um nível de erro aceitável no início, de qual seria a duração do projeto no final ? NENHUM. Sem nenhuma exceção. O que acontece é que se estima uma coisa e se vai corrigindo ao longo do tempo, mostrando o porque se corrigiu. Então pra quê perder um tempo gigantesco estimando algo que é inerentemente fantasioso ? somente pra atender a compreensão de quem ACHA que está no controle. E não está porque esse controle é impossível em termos humanos.
Precisa de saber qual é o tempo médio de duração de um serviço ? Faça isso pela estatística de tempo dos projetos passados. Não obrigue seres humanos a se tornarem robôs ou fazer relatórios fantasiosos. Quanto mais tempo passar melhor serão as estatísticas dessa forma.
Humanos só trabalham bem se forem tratados pelo lado da amizade e do respeito.
A atitude tem que ser de “vamos fazer juntos”. Tem que ser de cooperativa e não de controle. Soltem as amarras e o navio navegará mais suavemente que nunca. E o que amarra é a necessidade de controle. É a insegurança que provoca o fato de se achar melhor do que o outro. Essa é que é a origem da necessidade de controle. A pessoa fica insegura de perder sua posição de poder sobre o outro e quer “controlá-lo”. Mas isso é só uma fantasia da pessoa. Se ela abrir mão desse “poder”, todo o peso vai embora. Na mesma hora. E a vida se torna tão mais fácil.
Busquem criar a confiança entre as pessoas pela ligação humana, pela certeza que se está buscando o bem de todos. Não pelo controle e punições.
Joguem fora as métricas e os controles. Dêem ao povo liberdade pra trabalhar sem amarras e verão a produtividade subir a pontos inimagináveis.
Liberem os projetos pra usar os métodos que eles quiserem sem restrições. Sem precisar passar por esta ou aquele órgão de controle e eles trabalharão com um nível de motivação inimaginável.
Minha proposta é: acabar com todo tipo de métrica e amarras como “só se usa o que for determinado pela empresa”, acabar com as medições diárias, ter uma atitude de cooperação do tipo “vamos fazer juntos como iguais” e não controle de cima pra baixo, deixar que cada equipe decida como fazer o que quer fazer. Não ter “um método da empresa”. Deixar que os métodos e as novas formas de trabalho fluam.
Em resumo: tratar seres humanos como seres humanos com amizade, respeito e valores humanos.
Tratá-los como iguais e não como “recursos da empresa” a serem controlados. Ter uma atitude do tipo “vamos fazer juntos” e não “façam aí que eu pago vocês bem”.
A partir do momento que a visão mudar do processo pro homem, aí sim daremos o salto que estamos necessitando dar para o séc XXI e para a nova era que se aproxima.
Como diria Chaplin: “Não sois máquinas, homens é que sois.”


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Viver pra rodar, rodar pra viver

Não gosto de gaiolas
Elas são para outros pássaros,
Este não gosta delas

Prefiro o cheiro do asfalto
Prefiro a carícia do vento
Que leva embora o sofrimento

Prefiro a dureza da vida simples
Á letargia dos confortos
Valiosa experiência ter nossos próprios gostos

A estrada é onde está meu ser
Pois é vivendo pra rodar
que se roda pra viver


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Revolta

Revolta é algo muito perigoso. Ela me parece ser uma armadilha que leva a uma vereda muito muito ruim.
O que me preocupa mais nesse sentimento é muita gente achar que ela é boa. Que é bom se revoltar com o que acontece de ruim. Que assim nos tornamos mais justos, mais “humanos”. Nos compadecemos em ver alguém sofrer e nos revoltamos com que causa isso. Isso nos faz sentir “justos”, “bons”, “melhores” do que quem fez aquele ato. É aí que está a isca da armadilha: um motivo “justo”.
Mas será que nós somos realmente capazes de saber o que realmente é “justo” para alguém ? Muitos estudam muitos anos para poderem exercer a função de “julgar” alguém. E mesmo assim não julgam sozinhos, nem à priori. Porque será que sem qualquer estudo ou fundamento nos sentimos no direito de julgar alguém ?
Mas assim muitos seguem alimentando a revolta contra os males do mundo. E assim seguem alimentando também todos os sentimentos de amargura, desilusão, medo e insegurança.
E quando alguém acha uma situação aparentemente ou realmente injusta, lança sobre a pessoa causadora daquela situação tudo de ruim que acumulou dentro de si. Só que quem pratica um ato ruim, é responsável pelo ato ruim, não pelos males do mundo. Nem é responsável pela revolta que outras pessoas têm dentro de si. Isso é culpa delas mesmas. Ela tem que receber a punição para o ato que cometeu. Mais do que isso vai gerar nela uma justa revolta, que vai alimentar os sentimentos ruins dela e assim criar um novo ciclo vicioso.
Isso gera mais e mais revoltados.
Está sujeito a um dia, quando menos se espera, a pessoa revoltada e que nunca praticou nada de ruim, se encontrar numa situação onde necessitaria de toda a prudência. Mas essa revolta que ela tanto preza, alimenta a raiva, que alimenta a sensação de injustiça, que alimenta o ódio, que gera tragédias. Quando menos ela espera, se torna a causadora da injustiça. Porque o ódio dentro dela é grande demais e a força que ela aplica para resolver uma situação é excessiva. E quando ela vê, toda aquela revolta que ela tinha contra os outros, agora vem dos outros para si. E infelizmente talvez só aí ela perceba o enorme perigo que é ficarmos alimentando os sentimentos ruins, pois acontece que nosso destino é determinado por nossas ações. Nossas ações são determinadas pelo nosso pensamento. Nosso pensamento é ajustado de acordo com nossos sentimentos. Resumindo: quem comanda é sempre o coração. O que a pessoa coloca nele determina seu destino
Os sentimentos ruins que alguém coloca no peito, geram pensamentos ruins e estes ficam na memória. Quando precisamos decidir algo, especialmente se precisarmos decidir rápido, é o conteúdo de nossa memória que decide o que fazer. Se o que estiver lá for só coisa ruim, está muito sujeito a cometermos erros, às vezes grandes.
O melhor é portanto se afastar o mais possível das coisas negativas. Se tomarmos essa decisão, mesmo assim ainda está muito sujeito a elas aparecerem na nossa vida. Que dirá se ficarmos o tempo todo alimentando e nos aproximando do que é negativo.
Alimentar o amor dentro de nós, a compaixão, o entendimento do próximo, a compreensão das diferenças é que é o caminho certo a seguir. Se esforçar para agir com serenidade, prudência, zelo, faz com que nos habituemos a isso e pouco a pouco vamos nos acostumando a não ser tão duros com todo mundo e assim vamos trazendo a paz e a justiça para nós e para os que nos rodeiam.
Como me disse uma vez um bom amigo, nós temos que tratar as pessoas é com amor. Isso inclui quem pratica atos que não são tão bons.
Só assim nós começaremos a construir o que era nossa intenção em primeiro lugar: um mundo sem injustiças.


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Os bonitinhos

O problema que muitos não-motociclistas têm com os motociclistas, não é o fato das motos serem perigosas, nem as fechadas, nem o clima, nem as pessoas que já morreram ou se machucaram gravemente.

O problema é estrutural. É o estilo de vida, mais do que as motos que incomoda.

O problema é a síndrome de princesas e príncipes que muitos não-motociclistas têm e que os motociclistas não têm. O problema é o culto do visual. Quem quer “se vestir bem” não pode ser motociclista.

O problema é a vida voltada para as aparências. A vida voltada para “ser bonitinho”. O problema é não querermos enfrentar a realidade, onde se chove, nos molhamos e quando nos molhamos vemos que na real nem somos tão bonitinhos assim.

Pra “parecer” bonitinhos precisamos de roupinhas, gravatinhas, vestidinhos e maquiagenszinhas que nos transformam em “zinhos”. Em mini príncipes e mini princesas para satisfazer os complexos infantis aos quais muitos ainda se apegam.

Mas a vida não é assim. Não é possível manter a fantasia da “elegância” 24/7. E isso faz com que ela seja só o que é: “aparência”, nada de real, nada pelo que valha a pena dedicar tanto de nosso esforço para querer fazer parecer que é isso que nós somos.

Mas não é isso que somos. O que somos de verdade é o que está nos nossos corações.

E se no nosso coração o que existe é uma vontade de parecer “bonito aos olhos dos outros”, o que isso poderia demonstrar além de uma grande, enorme, colossal insegurança por sermos o que somos ?

A beleza não está em um ser humano maquiado, “bem vestido”, “elegante”. A beleza destes é comparada a uma flor de plástico que têm no máximo uma aparência de beleza, mas estará sempre muito distante da beleza radiante de uma flor do campo coberta de orvalho da manhã e exposta aos elementos da natureza. Á chuva, ao frio, às intempéries.

Uma mulher produzida, qualquer modelo de passarela, sempre será infinitamente menos bela que a beleza casual que uma mulher “real” exala sem fazer qualquer esforço. Apenas sendo quem ela é de forma natural.

Motociclistas antes de tudo têm que enfrentar a vida de frente. Têm que vestir capa de chuva quando chove, se equipar quanto está frio, andar de botas mesmo no calor, usar luvas, se prevenir de tudo e todos o tempo todo e vacile pra ver o que acontece. Isso não combina com o “jeito bonitinho de ser”.

Então assim, compreenda porque não respeitamos sua gravata, sua roupa de executivo, ou sua saia ou vestido “elegante”. Elas mostram a nossos olhos apenas infantilidade de achar que o que você veste diz alguma coisa sobre você. Aos nossos olhos elas são apenas um atrapalho à “vida de verdade”.


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Demasiado tempo fui assim

Já me revoltei com os desmandos alheios

Sem conhecer totalmente a situação e o que estava pensando quem tomou as decisões

Já agredi verbalmente quem achava que estava errado

E quem estava errado muitas vezes era eu

Já acusei injustamente

Mostrando assim minha ignorância

Já agredi quem achei que me atacou

Sem nem me dar o tempo necessário para observar melhor a situação

Já provoquei nos outros o desprezo por minhas atitudes

Mesmo assim continuei insistindo no erro

Já projetei nas autoridades a imagem da agressividade do meu pai

E achei que só estava me defendendo do que a sociedade fazia comigo

Já olhei mais pros defeitos do próximo do que pras suas qualidades

Mas nem tentei pensar em como será que as mães deles os vêm

Já quis manipular meu semelhante para tentar obter proveito pessoal

O que só me trouxe menos proveito e mais sofrimento

Já quis usar minha inteligência para humilhar o próximo

Como isso demonstra minha insegurança e infantilidade

Já gritei e esbravejei contra o que não concordava

O que fez piorar as coisas criando um péssimo ambiente ao meu redor afastando todos de mim

Já provoquei enormes discussões por coisas pequenas

E como isso criou mais peso pra minha vida

Já criei enormes problemas por não ter tido um mínimo de paciência para escolher palavras melhores

Só piorou minha vida e causou tanto sofrimento

Já tratei meu semelhante com uma dureza excessiva com o único objetivo dele “crescer”

E me tirou a oportunidade de fazer mais um amigo. Era só ter compreendido que cada um tem um tempo pra “crescer”

Já cobrei honestidade alheia

Sem ter moral para isso, apenas para aparecer

Já quis impor minha opinião a todos

Impedindo assim uma conversa harmoniosa e que se chegasse a uma decisão boa para todos

Já critiquei de forma desproporcional

Em noma da “justiça” de algo e causei mais dano do que o dano inicial

Já provoquei muita desunião

E isso só me isolou mais

Chega. Não quero mais ser assim. É hora de uma nova atitude. É hora de entender que falo para pessoas que têm sentimentos iguais ao meus. Que não gostam de ser agredidas nem de termos agressivos. É hora de deixar de perpetuar o ciclo vicioso de agressões em nome do “sempre foi assim”. Que tal fazer do respeito ao nossos semelhantes a norma e não a exceção ? Procurar tratar a todos bem. Fica tão mais leve, tão melhor. É tão melhor viver em paz. É tão melhor quando alguém nos trata bem sem nos agredir. Porque repetir o padrão de nossos ancestrais ? Não podemos mudar O mundo, mas podemos mudar NOSSO mundo e isso é uma colaboração e tanto para mudar O mundo.
Á alguns anos aprendi que se ao falar conseguir colocar o amor nas minhas palavras, tudo muda. Desde então venho me esforçando. Tá longe ainda. Chego lá. Bora caminhar comigo ? É uma estrada boa.


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Dicas de pilotagem

A net tá cheia de dicas de pilotagem de motocicletas. Essas são as minhas.

-Use os quatro dedos da mão para acionar o freio dianteiro e a embreagem, isso permite uma embreagem mais eficiente
-Use sempre botas, luvas e jaqueta preferencialmente de tecido resistente. Eu sei que é muito quente para o nosso clima, mas em caso de um tombo eles permitem que vc não se torne um pele-vermelha.
-Reparou que eu nem mencionei capacete na dica acima ? pois é, foi proposital. É pq isso é tão óbvio que eu nem ia colocar, mas considerando o número de pessoas que acham que têm o cérebro no cotovelo talvez seja melhor lembrar que o cérebro está na cabeça e não no cotovelo e que capacete deve ser usado em todos os momentos sem exceção. Ah mas eu só vou ali. Vá ali, mas vá de capacete. Ah mas… SEM MAS, VÁ DE CAPACETE. Mas.. TEM QUE USAR CAPACETE E PONTO FINAL! Capacete não é negociável.
-A relação correta de frenagem é 70% com o freio dianteiro e 30% com o traseiro no asfalto e 50% com ambos os freios na terra. Esqueça o que seu pai/avô/bisavô disse. No piso molhado a relação é a mesma mas deve-se suavizar a freada. Pra isso diminua a velocidade.
-Cuide da manutenção da sua moto. Pneus bem calibrados e pastilhas/lonas de freio novas garantem sua segurança. Não deu ? diminua a velocidade. A 20 km/h poucas coisas ruins podem acontecer, mesmo numa moto com baixa manutenção.
-Evite sempre o ponto cego dos carros, que é a linha entre o espelho retrovisor e a longarina traseira do carro. Neste ponto vc não está sendo visto pelo motorista e ele pode ir pra cima de vc a qq momento. Quando for passar do lado do carro sempre buzine para se tornar mais visível e não permaneça do lado dele. Moto deve ficar atrás ou na frente. De preferência na frente e BEM na frente.
-O termo “pilotagem defensiva” é para motoristas de carros. Não existe pilotagem de motos que não seja defensiva. Se vc está pilotando uma moto e não estiver com uma atitude defensiva, faça um favor a vc e aos outros: venda sua moto e compre um carro.
-A hora de pensar naquele problema sério é quando vc estiver em casa e não quando estiver pilotando. Em cima da moto é hora de se concentrar no que está fazendo.
-Legal a sensação de velocidade né ? mas a sensação de se quebrar todinho não é nada legal. Aprenda a lidar com a vontade de correr. É um grau que todo motociclista deve ter. Se não tiver tá sujeito a aprender através de uma doutrina que a o motocicleta dá. E ela não é nada suave.
-Frear em curvas deve ser evitado. A curva deve ser feita com a moto engatada e deve ser dado potência após a metade da curva. Caso vc precise frear em uma curva e não tem jeito, faça isto da forma mais suave possível. A possibilidade de uma roda escorregar nesse caso é muito grande. Deixe as exceções para os profissionais.
-Se for possível repare na atitude do motorista quando estiver ultrapassando. Muitas vezes ele “dá dicas” antes de vir pra cima de vc.Ex.: motoristas conversando são mais propensos a esse tipo de distração do que alguém concentrado. Vc também pode prestar atenção à roda dianteira. O movimento dela antecede ligeiramente o movimento do carro em si e vc pode ganhar algumas frações de segundo precisosas pra poder reagir.
-Sexta após as 22:00 e sábado após 15:00 até à madrugada são as horas mais perigosas devido ao grande número de motoristas embriagados. Se tiver que pilotar nestes horários redobre a atenção.
-Buracos se não puderem ser evitados devem ser passados acelerando a motocicleta. Se não acredita faça a experiência de passar por um buraco pequeno acelereando, sem acelerar nem frear e freando pra ver qual a opção mais suave.
-Em uma subida, se precisar parar a motocicleta só o freio traseiro funciona. Cuidado pra não manter só o freio dianteiro apertado e ver a roda da frente deslizar.
-A freada mais eficiente é a que utiliza freio motor + o freio nas 2 rodas na relação correta. A menos que sua moto seja 2 tempos, aprenda a usar o freio motor a seu favor.
-Contra-esterço (virar o guidão pro lado contrário à curva) não é coisa de piloto de corridas. Todo motociclista faz contra-esterço em curvas de velocidades médias e altas. Ele é o único meio de virar a moto em curvas onde a velocidade esteja acima de 35 km/h. Tenha consciência que vc está fazendo um contra-esterço e vc fará curvas melhores.
-Reflexos rápidos em carros são úteis. Reflexos rápidos em motos são cruciais. Se vc não tem não ande de moto.
-Ouça seu medo. Ele é o regulador. Não sente medo ? deixe de andar de moto. O medo é essencial pra sobrevivência em cima de uma moto.
-Em uma moto é essencial ser capaz de prever o que os outros vão fazer. Não é só andar com cuidado. É preciso cuidar do outro.
-Em uma moto “estar certo” é o mesmo que nada. O que adianta é estar vivo e de preferência sem partes separadas. Estar todo quebrado no chão pq alguém avançou a preferencial e ficar dizendo “mas eu estava certo” é no mínimo rídiculo. Vc já sabe que existem pessoas irresponsáveis o suficiente para avançar preferenciais. Se previna. Lembre-se: o errado é quem morre, não importa quem avançou a preferencial.

Se eu lembrar mais incluo depois.


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O brilhantismo de Cisne Negro

Ontem alguns colegas de trabalho estavam falando sobre o filme Cisne Negro. A maioria das opiniões o classificavam como chato. Eu o achei excepcional e um dos meus colegas, conhecendo minhas opiniões costumeiramente divergentes, parou e disse:
-“Pois me explica aí porque o filme é tão excepcional ? Mas você tem 2 minutos pra explicar”.
Disse a ele que em 2 minutos era impossível de explicar. Mas tive a ideia de fazer esse texto tentando explicar minha visão sobre isso e ele prometeu ler. Espero que ele e meus leitores gostem da explicação.
2 minutos não bastam para explicar, porque para entendermos a beleza e brilhantismo do Cisne Negro precisamos ter uma atitude em relação à vida, ao que nos aproximamos, ao que gostamos e ao que consumimos, voltada para a evolução e para a qualidade.
Para entender porque essa atitude é importante e não só mais uma forma de viver a vida é que é o demorado.
Pra começar a responder essa pergunta, precisamos pensar primeiro em uma das mais básicas (e genéricas) questões filosóficas: qual o sentido da vida ?
Quando começamos a pensar sobre isso, imediatamente vêm outras questões:
-Porquê e para quê estamos vivos ?
-Somos obra do acaso ?
-Existe um propósito maior no final ?
Entre muitas outras perguntas que podem ser feitas dentro desse tema.
Essa é claro é uma “pergunta sem resposta”. Ao menos no atual estágio de pensamento humano. Até podemos ter opiniões a respeito de sua resposta. Mas, ao menos para um ser humano normal, a resposta “real e final” é dificilmente alcançável.
A única coisa que podemos fazer a respeito dela é ir ampliando nosso nível de conhecimento e consciência, para irmos galgando degraus mais altos que quem sabe permitam dar a base para chegarmos mais perto de uma resposta.
Assim é com várias outras questões que acompanham o ser humano desde que ele passou a existir.
Por isso a meu ver a única resposta que se pode dar a essa pergunta por enquanto, é que o sentido da vida é a evolução. Evolução que nos permita chegar mais pra frente, em conhecimento, consciência, sentimento, realizações.
Mas obviamente muitos de nós temos visões diferentes. Muitos simplesmente não pensam em questões como essa. Isso não lhes preocupa. Claro que não posso entrar na mente destas pessoas e por isso não posso entender as reais razões por que não consideram importante pensar nisso. Só posso especular e especulo que seja porque se acostumaram com o mundo ao redor e procuram somente aproveitá-lo e fazer o que puderem para ter um mundo um pouco melhor pra si.
Sem saber, quem tem esta atitude em relação ao mundo pratica o que se chama de hedonismo, ou seja, acha que o sentido da vida é o prazer. Não vejamos aqui uma conotação sexual e sim o prazer no sentido de ter uma vida mais prazerosa, mais confortável, menos sofrida.
Penso entretanto que este é um estágio de pensamento não amadurecido, porque quando seguimos um pouco adiante neste caminho vemos que para que possamos chegar a essa vida mais confortável, melhor, mais prazerosa, dependemos do outro. Dependemos que nossa família e amigos estejam bem, dependemos que nossa cidade não seja violenta, dependemos que nossos governantes façam boas escolhas que permitam que vivamos melhor, dependemos que a infra-estrutura necessária ao nosso conforto seja mantida, muitas vezes por pessoas que nunca veremos, dependemos que nossa diversão seja garantida por outras tantas pessoas. Em resumo: para sermos felizes dependemos da humanidade.
Seguindo mais adiante nesse raciocínio, percebemos que para que estas pessoas possam prover a infra-estrutura que nos é necessária, precisam elas mesmas também ter vidas adequadas, dignas, que permitam que elas façam seu trabalho adequadamente e vivam elas mesmo também felizes.
Por isso mesmo que sejamos da turma que não está preocupada com as grandes questões, ainda assim, precisamos criar consciência do outro, do mundo, da sociedade, do todo, para que possamos atingir nossa meta de buscar uma vida melhor.
E ao pensar em como fazer isso, como buscar um mundo melhor pra todos de forma a que nós também possamos ser felizes, chegamos nas grandes questões.
E depois que pensamos mais sobre elas, entendemos que o que podemos fazer é muito pouco, mas que é fazendo a nossa parte, que influenciamos outros a fazerem a deles e aos poucos vamos transformando a esse planeta em alguma coisa melhor.
E qual a nossa parte ? Nossa parte é criar consciência, conhecimento, cultura. Rechaçar o negativo, o atrasado, o alienante, o ignorante e incentivar o que é positivo, evolucionário, intelectual, com mais qualidade e nos traga novas visões, novos pensamentos, algo que nos faça questionar nossos próprios valores e nos tire da estagnação.
Tá e o que tudo isso tem a ver com Cisne Negro ? TUDO!
Começa pela tomada de câmera, “pulando” atrás da personagem, dando “saltos” durante a cena de dança, o que, ao menos a mim, fez sentir que estava dançando junto com personagem, passa pela ideia original do roteiro, muito pouco convencional, passa pela história bela e humana que nos faz refletir sobre nossos próprios pensamentos, passa pelo objetivo de ir além, de progredir e chegar ao limiar da perfeição fazendo disso o objetivo máximo pelo qual devemos preserverar até alcançar, passa por nos trazer a consciência da dificuldade desse processo e do aviso de que nosso lado negro está próximo e muitas vezes atua de formas que jamais esperaríamos, passa por absoluta engenhosidade da trama nos surpreendendo a cada instante, nos fazendo dar “pulos” na cadeira e jamais permitindo que imaginemos o que vem a seguir. Isso nos traz perspectivas diferentes, nos tira da mesmice e da nossa zona de conforto nos dando um empurrão pra frente para imaginarmos novos pensamentos, novas formas de fazer as coisas, novas forma de enxergar a vida.
O que ganhamos com um filme comum ? Estagnação. Nenhuma novidade. Diversão que nos mantém no mesmo lugar que estavamos antes, com a mente do mesmo tamanho de antes. Desperdício de tempo e da oportunidade sempre constante de evolução e de progresso, além do incentivo ao atraso em todos os níveis que no final contraria o sentido evolucionário ao qual todos estamos inexoravelmente submetidos tendo ou não consciência disso.
Avançar o pensamento, avançar nossa cultura, avançar nossa forma de sentir, experimentar coisas que nunca tentamos é o caminho pelo qual todos sempre seguiremos e do qual não há escapatória. Quanto antes tomarmos consciência que a zona de conforto jamais prevalecerá, menos sofrimento geramos pra nós e pro mundo. Quanto mais rápido percebemos a necessidade de evolução, mais rápido começaremos a gostar de obras primas que mexem connosco como o Cisne Negro.


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Campanha nacional Anti-Rebolation

Há algum tempo a DC Studio de SP (http://www.dcstudio.com.br/) lançou a campanha nacional Anti-Rebolation. Não poderia querer dar mais apoio a esta causa. Com autorização deles, publico também aqui este apelo. Na época não só repassei para todos os meus contatos, como falei pessoalmente com quem pude no MSN pedindo pra repassar e farei questão de lembrar de tempos em tempos de tão nobre campanha.
Vamos nos engajar pessoal! Pela integridade de nossos ouvidos, sanidade mental e para que nossos filhos possam herdar um mundo com uma qualidade sonora melhor, auxilie a divulgar essa campanha!

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Coerência de idéias

Coerência de idéias, muitas vezes é interpretada como não mudar suas idéas ao longo de sua vida. Isto não é coerência, é teimosia e por isso alguns falam contra a coerência de forma geral. Aí existe uma falácia. Coerência é muito importante. Só que a  coerência é do conjunto de idéias atual com a lógica e não com o histórico de ideias de um indivíduo. Mudar é muito importante. Mas quando mudamos, mudamos para um conjunto de ideias mais coerente do que o nosso conjunto de ideias anterior.
Podemos ter 2 atitudes: aceitar o mundo que nos rodeia como ele é ou tentar mudá-lo. Aceitá-lo exige uma mudança e flexibilidade interior, mudá-lo exige uma enorme tenacidade de ideias e vontade.
Ambas as atitudes estão corretas e têm que ser adequadamente dosadas. O mundo tem muitas coisas erradas precisando ser mudadas. Mas nós também não temos um pensamento totalmente coerente. Ele deve ser moldado através da confrontação de nossas ideias com as ideias alheias. Se são ideias opostas, uma das duas é mais correta dentro da lógica. Se a outra ideia for a mais correta, é nossa obrigação mudar nossas próprias ideias e/ou jeito de ser tornando o nosso pensamento mais coerente. Se for a nossa a correta, temos mais um motivo para pensar que estamos corretos e assim fortalecer nosso pensamento. Fica a cabo do outro indivíduo, fazer isso em si mesmo se quiser evoluir.
Para que se chegue a mudar o que há de errado no mundo, há necessidade de indivíduos capaz de realizar tal feito. Por isso a tenacidade de ideias é tão necessária e é através da confrontação de ideias e da disponibilidade dos indivíduos de mudar se confrontados com ideias mais coerentes que as suas que  teremos indivíduos capazes disto.
É através de um pensamento firme, coerente, que se mantenha fiel ao que acredita, desde que estes princípios sejam corretos ou seja, validados pela confrontação de ideias (experiência de vida) que se vai melhorando o mundo em paz.


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